sábado, 6 de março de 2010

A Escola

Mora dentro de todos nós. Não sei se todo mundo que me conhece saca disso, mas é por isso que eu gosto tanto de aula, de discussão e de aprender. Não se trata de acreditar cegamente em instituições que claramente te manipulam em muitos aspectos, mas de acreditar que alguns professores podem ser seus amigos e que o seu cérebro é seu templo de crescimento.

Se você abandona as convenções escolares e as normas de teus pais, pelo menos aprenda por si, torne seu tempo produtivo, nos ócios e nos ofícios. Isso traz sofrimento, mas também desenvolvimento e o tempo em si. Sem escola, não há hora, nenhuma delas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Você-mídia

Em abril de 2008 eu criei um microblog para escrever mensagens de celular. Em formato de celular, em pílula, em resumo. Naquela ocasião, criei apenas porque outros criaram. Vi piadas alheias, não as frases de humor apenas, mas piadas de pássaros, que são as mensagens resumidas em microblog. Interagindo com aquelas mini-mensagens, criei o eu-mídia em piados. O eu-mídia que se alimenta de pílulas e oferece pílulas.

Nesses pedaços minúsculos de informação, eu posso me enxergar como provedor e alimentador desse meio. Quando crio algo maior, me dissolvo na minha própria criação, dentro ou fora de internet, em qualquer suporte, em qualquer parte. Na verdade, em verdade, posso tornar minha pessoa uma mídia em toda a situação, mas optei pelas informações pequenas.

E é isso o twitter: atualmente, é minha presença comunicativa, pelo menos em suporte. É o formato que eu me adaptei para transmitir o que posso pessoalmente. A questão que resta é se a minha pessoa como mídia vai migrar. Vai? E por qual motivo? Sempre existe um espaço de manifestação mais pessoal.

No entanto, mesmo com todas essas implicações, escrever menos não é escrever mais. Escrever é escrever, seja qual for o tamanho. No fim, restam as significações, os significados, as significâncias.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Jazz, chucrutes e cerveja de leve

E nada mais me basta. Posso estar fora de forma,sem forma para meu físico de requeijão. Mas degusto o chucrute do cachorro-quente com vontade. Jazz toca de fundo, com um baixista tocando em pizzicato, enquanto um piano lento forma a melodia.

Parece um cenário degradante, mas é um boteco limpo. É um banquete digno de uma vitória de anos. Não era minha festa, mas realizações conquistadas me fazem comemorar esse clima limpo de alma, não correspondendo necessariamente à verdade.

Não é um boteco pulguento, é meu coração ciumento e orgulhoso. É a felicidade duradoura.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não me contento com um lugar para escrever

E escrevo em um monte de blogs inúteis, inclusive um fazendo menção a um nick de internet.

Escrevo nesses lugares. E em lugar nenhum.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Eu só queria construir um labirinto

Para fugir do infinito confuso
Que é o momento vivido.

Afraid, Priscila e Julio Cortázar

... penso nesse começo de madrugada em nossos corpos, na voz de David Bowie tocando um rock moderno, enquanto leio o jazz argentino de Julio Cortázar. Penso na vida sem sentido, na beleza assustadora e na vontade de morar dentro de você, que nem sempre é fofa ou bonita de se dizer, mas é sempre regozijante (que palavra horrível!). Penso em todas as páginas que não li, penso em quando você abriu meus olhos para as possibilidades de leitura, abriu e distorceu minha imaginação, enquanto alucinava com nossos contatos carnais. Penso no péssimo ator, que é o autor. Penso que só quero dividir essa carne e cama que fundamenta nosso amor, nossos livros e gostos. Isso é sempre, seja com jazz, rock pesado, mate ou café.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Blog pessoal

É um ego pedante,
Um desapego constante,
Desejo tratante.

Um pedestal de areia,
A falta de pão na ceia
E suco de aveia.

É um culto sem divino,
Um albino
Torrando no sol, um esquilo
Deixando escapar sua noz.