No último sábado eu estava andando em uma rua escura.
Alguns diriam que eu estava fugindo, correndo, me escondendo.
Estava procurando clareza. Clareza no escuro. Destreza.
Fazia frio. Meu casaco não me aquecia direito. O brio era pouco.
Ninguém nas ruas. Ninguém. Nenhum olhar direcionado a minha pessoa.
Saudades das pupilas, das possibilidades, da síntese, do reto pensamento.
Andando e cantando. Mas sem seguir canção.
Mergulhando no interior do dragão, no meu eu mais pagão.
No último sábado eu estava andando numa rua escuro, no concreto
Sem paixão.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O Exílio e o Reino
Título desse post é título de um livro de Albert Camus. Não tenho muita criatividade ultimamente, embora tenha elaborado alguns poucos nomes engraçados pra texto, no melhor estilo palhacitos.
Eu não gosto de textos de desabafo. Gosto de ler os desse tipo, não de escrever. Mas acho que preciso fazer isso por aqui. Acho que o péssimo ator é tão péssimo que ele desistiu de atuar. Desistiu das cenas e das falas. Dos scripts. Do papel determinado. Decidiu improvisar.
Fiz isso no último dia 29. Em uma apresentação de pesquisa de dois anos e deu certo. A fala saiu rebuscada em determinadas horas, mas claras em outras. As críticas foram recebidas, bem recebidas e concentradas. Sinto falta disso na minha vida. Sinto falta de poder fazer, sem pensar muito, e acertar na medida.
Queria ficar aqui, sem ninguém me ver. Sem ninguém me recriminar.
Eu passei dois anos ao lado de uma menina linda. Eu passei praticamente 19 dos meus 20 anos atrás de um pai que sempre me assustou por antecipar tudo o que eu seria. Passo o tempo inteiro com uma mulher que é incrível e que me constrange, constantemente. Não me envergonha, me constrange. Eu preciso sempre estar por baixo. Eu preciso estar sempre bem. E eu sempre andei sozinho.
Sempre gostei de engolir sapos. Contruiria castelos de ouro com todos os sapos que engoli. Empilharia os anfíbios e faria torres de observação. Um a mais, um a menos. Não faz diferença. O problema é que eu sempre quis falar e deixar que eles saltassem da minha boca. Queria que minhas frustrações grandes e pequenas saíssem. Mas sempre saiu fumaça.
Então eu me afasto, ou sou afastado. Eu queria poder olhar o que eu quiser, no tempo que eu quiser, mas já não posso. Eu pude olhar por muito tempo. Pude errar por muito tempo e queria errar ainda mais.
Quero ser compreensivo. Eu não consigo falar em primeira pessoa, sou ambíguo. Meu pensamento é algo disperso. Meu abandono é minha maior virtude.
sábado, 30 de maio de 2009
O amor é importante.porra #3
Foi apagado da Rua da Consolação, no cemitério.
Voltou a aparecer na Cruzeiro do Sul, do lado da entrada da Federal.
Voltou a aparecer na Cruzeiro do Sul, do lado da entrada da Federal.
RP
Ontem fui ver aula de Relações Públicas na Cásper. Me senti o melhor homem do mundo por alguns minutos.
Professora: "Gente, esse é o Pedro, estudante de Jornalismo"
40 garotas lindas: "Oooooooi Pedro!"
Testosterona berrou aqui.
Professora: "Gente, esse é o Pedro, estudante de Jornalismo"
40 garotas lindas: "Oooooooi Pedro!"
Testosterona berrou aqui.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O amor é importante.porra #2
Está pichado, novamente, na Rua da Consolação, no cemitério.
Já haviam apagado, uma vez.
Já haviam apagado, uma vez.
domingo, 17 de maio de 2009
Todo meu amor ao...
Pensar é antes de mais nada querer criar um mundo (ou limitar o próprio, o que dá no mesmo). É partir do desacordo fundamental que separa o homem da sua experiência, para encontrar um terreno de entendimento segundo a sua nostalgia, um universo engessado de razões ou iluminado por analogias que permita resolver o divórcio insuportável. O filósofo, mesmo que seja Kant, é criador. Tem seus personagens, seus símbolos e sua ação secreta.
O Mito de Sísifo, Albert Camus
...pensamento.
sábado, 16 de maio de 2009
Solidus
Um velho homem em uma capa preta. Grisalhos puxam sua testa larga, assim como os carvalhos espaçados que abrem o céu de uma floresta. Um tapa-olho. Um olho claro. Um interior escuro. Um velho homem em uma capa preta.
Duas espadas. O velho homem te desafia para um duelo. Metalhadoras. O velho homem te perfura com balas de semi-automática. Tentáculos. Tentáculos que eletrocutam. Por baixo da capa preta existe uma armadura blindada. O velho homem é um tanque de batalha.
Um velho homem em uma capa preta. Um velho homem que é cópia de seu pai. Um velho homem que já dominou o mundo e hoje não passa de um clandestino. Eu me identifico muito com um velho homem de capa preta, e tapa-olho.
Um Odin moderno.
Qualquer semelhança com Solidus Snake não é coincidência.
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