segunda-feira, 4 de maio de 2009

sou e nós

Sou péssimo escrevendo. Tão péssimo escrevendo quanto dançando o irritante tango do destino e percorrendo o losango da falta de pontuação, da falta do ar condicionado, do meu pulmão reprimido.

Não ouvi Marcelo Camelo nem sua obra em 360 graus, ou seu cabelo enrolado em barimbaus. Só pensei em alguma rima estúpida, em algum lembrança abrupta, para querer tentar expressar nesse recinto. E só sei que sou péssimo escrevendo. Mas podia ser pior.

O ideal é melhorar. Porém, entre ser muito ruim ou pouco ruim, prefiro a pessimismo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Cadeado

Menina do sótão, estuprada pelo pai austríaco,
Mãe de filhos bastardos, encurralada com ânimo
Tênue, com mente disforme.

Aluno condicionado na sala,
Ama matar aula, fumar maconha,
Ir pra balada, ir pra gandaia.

Trabalhador de bem,
Homem de bem, nem
Pensa muito, vem
Pro serviço, convém
Para o seu terno de linho.

E a liberdade? Não existe para pessoas de cadeado,
Não existe para os olhos cansados, para o humor entediado,
Para esses, só há a condenação de verdade, o muro.

Guerra Fria do Jornalismo

Gostaria de deixar registrado.

Estou fazendo um curso de jornalismo em uma classe dividida em dois lados, com pessoas que olham com hesitação tudo o que faço (e vice-versa). Posso estar contaminado por meus amigos ou inimigos, mas, em uma situação dessas, as pessoas se equivalem.

É interessante olhar para um lado da sala e ver um muro invisível que nos separa. Depois, quando o sol toca o asfalto de pedra da Paulista, ver todas as pessoas dentro de cubos, em seus universos particulares.

São hamsters de laboratório. Pássaros a se apreciar, em suas gaiolas adornadas.

Agradecimentos especiais a D.S.M., pela "Fria" que situa toda essa guerra.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ditadura dos bons textos

Eles tem que ser engraçados, ortograficamente corretos ou, pelo menos, coesos. Fragmentações, tropeços de pensamento, pausas dramáticas, tentativas de fuga das modinhas serão sumariamente excluídos.

Resumindo: se eu sou torto, eu não tenho o direito de ser torto. No máximo, posso ser um torto popular. Um tortão. Tenho o direito de expressar coisas acessíveis, nada muito complicado.

Acho a pieguice e falta de compreensão tediosas.
Mas as iniciativas (ainda) são sensuais.

Discute

Discute, resolve, discute, fale, discute, aniquile, discute, modifque, discute, fique.

Discute, justifique, discute, especifique.

Discute, deixe?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bocas

Conversei hoje com uma amiga, muito querida, sobre como as pessoas são voltadas para si, muito mais o que qualquer tentativa de aproximação que deveria ser tentada.

Pensei nessas pessoas como bocas.

Atraentes bocas, mas preocupadas apenas com seu interior.

Então pensei que poderia ser diferente disso tudo.

E eu pensei que era um beijo(?). Nunca mais pensaria em meu interior da mesma maneira.

Beijos e bocas. Mas, no geral, somos mais bocas. Bem meia bocas.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"O amor é importante.porra"

Vi essa frase em três lugares diferentes.

Avenida Cruzeiro do Sul, Rua Augusta e Rua da Consolação.

O negócio deve ser sério mesmo, mesmo em pichação.